Ontem, meu namorado e eu fomos jantar no shopping Paulista. Estacionamos as bicicletas (inclusive, é bom lembrar que tem bicicletário nesse shopping) e subimos pra praça de alimentação. Jantamos uns peixes crus e depois entramos em uma loja de tênis.
Me apaixonei por um Nike duas cores e ele, por um Adidas reciclado.
Ficamos muitos minutos escolhendo, experimentando, olhando, sentindo... até que a decisão foi feita: levaríamos os dois. Só que, ambos sem cartão, fiquei de buscar a compra hoje, aproveitando meu recesso do trabalho.
Cheguei na loja e falei com a menina: "Oi, vim buscar os tênis".
E ela: "Ah! Legal! Vai levar o do seu amigo também?".
(pausa)
((música dramática))
... amigo?
E, então, ficou o desejo de fim de ano: tomara que, em 2010, as coisas sejam mais explícitas do que são hoje, ou tomara que as pessoas se tornem mais observadoras.
Um 2010 cheio de surpressas e encontros pra todo mundo que me lê!
Inifinitas pedaladas pra quem é de bicicleta e mais consciência e cérebro pra quem é de carro. E muitos aprendizados e emoções pra todos!
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Sobre flores
Flores enfeitam a mesa de jantar, janelas e jardins. Estão em todo e qualquer lugar, são (meio) difíceis de cuidar e precisam de disciplina. Algumas, porque outras, é só colocar perto de um tronco que elas já se grudam e se enroscam todas. Existem em todas as cores, formatos, quantidades e tamanhos, mas todas têm sua aura de romantismo, saudosismo, lembrança... Estão em todos os matos, jardins, casas e corações...
... eu não gosto mais de flores.
Gosto de pedras. Das mais cinzas e sólidas que existem.
Daquelas que ninguém vê; que ninguém dá.
Daquelas que não têm valor.
... eu não gosto mais de flores.
Gosto de pedras. Das mais cinzas e sólidas que existem.
Daquelas que ninguém vê; que ninguém dá.
Daquelas que não têm valor.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
domingo, 6 de dezembro de 2009
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Estava rev(l)endo este blog e percebi que, no dia 20 de setembro de 2008, escrevi (não é um dos meus melhores, mas enfim, aí vai):
"e a mudança vai chegar algum dia
e eu peço pra que me perdoem os loucos,
os santos, os 'certos' e os 'errados',
mas quando essa tal mudança vier
eu estarei de braços abertos
e terei morais e pensamentos confiscados.
não se assustem os éticos corretos
nem os loucos varridos, pois garanto,
nesta minha mudança repentina,
que não farei mal algum,
nem regurgitarei minhas lembranças
que são dignas da mais porca latrina.
por fim, queridos amigos,
gostaria de deixar uma sentença bem clara,
que firma este tratado de loucura:
"não se espantem, por favor,
com estas mudanças futuras, pois em mim,
quase nenhuma mudança perdura."
... e não é que era verdade? Não perdurou! Já se foram os patins, a saúde e a vontade de aprender a cozinhar. Ficou a memória de um tempo mágico, sensível, de grandes (falsas-)esperanças e de um aprendizado tremendo.
Mas agora, o que eu quero é viver de verdade, já que sei, pelo menos um pouco, o que é de verdade pra mim. =)
Benvindos à nova era!
"e a mudança vai chegar algum dia
e eu peço pra que me perdoem os loucos,
os santos, os 'certos' e os 'errados',
mas quando essa tal mudança vier
eu estarei de braços abertos
e terei morais e pensamentos confiscados.
não se assustem os éticos corretos
nem os loucos varridos, pois garanto,
nesta minha mudança repentina,
que não farei mal algum,
nem regurgitarei minhas lembranças
que são dignas da mais porca latrina.
por fim, queridos amigos,
gostaria de deixar uma sentença bem clara,
que firma este tratado de loucura:
"não se espantem, por favor,
com estas mudanças futuras, pois em mim,
quase nenhuma mudança perdura."
... e não é que era verdade? Não perdurou! Já se foram os patins, a saúde e a vontade de aprender a cozinhar. Ficou a memória de um tempo mágico, sensível, de grandes (falsas-)esperanças e de um aprendizado tremendo.
Mas agora, o que eu quero é viver de verdade, já que sei, pelo menos um pouco, o que é de verdade pra mim. =)
Benvindos à nova era!
sábado, 28 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
terça-feira, 10 de novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
terça-feira, 6 de outubro de 2009
de questionamentos noturnos
o que se fez do ritmo
que eu tinha aqui comigo
sempre vivo, meu amigo
sempre assim tão destemido?
foi passando o tal do tempo
sem que eu visse, foi o vento
que levou o meu momento
lá pro fundo, bem pra dentro...
(e agora ri de mim, é sempre assim o fim.)
que eu tinha aqui comigo
sempre vivo, meu amigo
sempre assim tão destemido?
foi passando o tal do tempo
sem que eu visse, foi o vento
que levou o meu momento
lá pro fundo, bem pra dentro...
(e agora ri de mim, é sempre assim o fim.)
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Dicas para um fim-de-semana não-motorizado...
Dia 03 de outubro (sábado), Pedalinas (pedal feminino):
14h: concentração na Praça do Ciclista (Paulista x Consolação)
15h: saída do pedal
...
Dia 03 de outubro (sábado), Pedal de Ocupação da Ciclo-faixa:
6h45 (da manhã): encontro do pessoal
onde: na frente do portão 8 do Parque Ibirapuera
pra que: ocupar a Ciclo-faixa mais uma vez, fora do horário, com o intuito de mostrar às pessoas que ciclistas pedalam todos os dias, não apenas aos domingos, das 7h às 12h.
dica: se puderem, levem filmadoras e/ou câmeras fotográficas, pois vamos registrar os pontos bons e ruins de todo o trajeto.
...
Dia 04 de outubro (domingo), 1º Passeio da Cicloexistência:
10h30: saída do pedal
local: UMAPAZ - Av. IV Centenário, 1268, portão 7-A do Parque Ibirapuera
chegada: 11h30 no Centro da Cultura Judaica
14h: concentração na Praça do Ciclista (Paulista x Consolação)
15h: saída do pedal

Dia 03 de outubro (sábado), Pedal de Ocupação da Ciclo-faixa:
6h45 (da manhã): encontro do pessoal
onde: na frente do portão 8 do Parque Ibirapuera
pra que: ocupar a Ciclo-faixa mais uma vez, fora do horário, com o intuito de mostrar às pessoas que ciclistas pedalam todos os dias, não apenas aos domingos, das 7h às 12h.
dica: se puderem, levem filmadoras e/ou câmeras fotográficas, pois vamos registrar os pontos bons e ruins de todo o trajeto.
...
Dia 04 de outubro (domingo), 1º Passeio da Cicloexistência:
10h30: saída do pedal
local: UMAPAZ - Av. IV Centenário, 1268, portão 7-A do Parque Ibirapuera
chegada: 11h30 no Centro da Cultura Judaica
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Finalmente ela chegou! Atena, meu novo bebê!
Ontem fiz, praticamente uma "cicloviagem": de manhã, fui até a bicicletaria arrumar umas coisas na Atena, conversar com o Tom da FreeCycle sobre uma adaptação pra minha cestinha e instalar a luz traseira (que, pela "não-altura" do meu canote, ela teve que ser instalada no bagageiro. rs...). Depois fui até o trabalho, no Alto de Pinheiros; à noite fui pra faculdade, no Senac da Scipião, na Lapa e depois voltei pra casa, na Bela Vista.
Finalmente, ao chegar na Paulista, comecei a pensar comigo mesma sobre o quão difícil é escolher uma bicicleta ideal. Estávamos em uma discussão dessas no trabalho: a diretora de arte lá da redação que comprar uma bicicleta, mas não quer gastar muito. O pessoal fica dividido: uns falam que não importa onde você compre a bicicleta, desde que ela tenha duas rodas e ande. Outros dizem que você tem que se sentir bem na bicicleta, porque se não, vai ficar completamente desestimulado e nunca mais vai querer andar, que dirá pensar nela como meio de transporte... Bem, eu fico com a segunda opinião.
Durante todo meu processo de escolher uma bicicleta, tive ajuda de muitas pessoas, experimentei diferentes bicicletas, consultei vários sites, visitei as mais diversas bicicletarias... Toda essa romaria para comprar a bicicleta certa. E comprei! Uma Avalon, modelo Breeze. "Bike conforto", 21 velocidades, componentes Shimano, suspensão dianteira, vermelha, com pára-lamas, bagageiro e porta-squeeze de série e uma promessa de adaptação de cestinha preta. Ou seja: perfeita pra mim, que queria uma bicicleta com um desempenho bom E que ainda fosse bonita, porque afinal, bicicleta feia não dá.
Comprei lá na FreeCycle, uma bicicletaria que fica na Rua Aimberê, número 91, em Perdizes. É um quarteirão antes de chegar na Sumaré (dica pra quem for iniciante ou pra quem não gostar de subidas: NUNCA volte pela própria Aimberê, pra onde quer que seja que estiver indo. Aquela rua transcende os conceitos de subida... Vale mais a pena pedalar um pouquinho na Sumaré e encontrar um lugar menos íngreme pra subir). O pessoal da FreeCycle é muito legal. A Jeanne me contou que gostou deles (ela foi comigo comprar a Atena), porque eles têm bastante material para ciclistas urbanos, coisa com que a maioria das bicicletarias não se importa... e, convenhamos, pra nós, que queremos andar na cidade, nada melhor como uma bicicletaria que entende isso.
Antes de ir na FreeCycle, visitei a SportStar (mas só para experimentar uns modelos) e a BikeTech. O atendimento da BikeTech, pelo menos comigo, foi muito bom. O cara me deu super atenção, não me subestimou pelo fato de eu ser uma menina (com 1,53, fato que muitas vezes me deixa sem credibilidade, quando eu fico com preguiça de me impor. rs...), e me explicou tudo certinho. Me deu dicas sobre como pedalar na cidade e tudo mais, mas lá não tinha Avalon e a única que eu gostei era uma Specialized Carmel Feminina de R$2.390,00 , ou seja: não. Na SportStar... Enfim. Atendimento padrão para uma menina de 1,53m...
Procurei na internet, então, o melhor preço de Avalon Breeze e encontrei a tal da FreeCycle. Fui até lá, experimentei a bicicleta e... entendi finlamente o conceito de amor à primeira vista! Afinal, não é sempre que eu encontro coisas boas, bonitas e por um valor que eu posso pagar, né!
Bom, fiquei com a Freecycle mesmo, porque além de várias coisinhas de graça (SIM! eu sou jabazeira! ahaha!), eles me deram uma atenção única! Não só no momento da compra, mas também ontem, quando fui fazer uns ajustes na Atena. Gostei bastante deles e vou fazer propaganda sim! Ah! (E eu nem vou comentar que a minha mãe, nesse mesmo dia, comprou uma Dahon ECO 2, pra ela, e que eles deram o El Bolso de graça...)
... e é isso pessoal. Foi assim que a Atena (minha linda e vermelha Avalon Breeze) chegou até mim. Agora, só pedalando pra entender o dilema da escolha da bike certa!
Desculpem o texto sem amarrações e um pouco incoerente, mas estou atrasada para o trabalho e para meu segundo dia de pedaladas urbanas em "dias e horários normais"...!
Ontem fiz, praticamente uma "cicloviagem": de manhã, fui até a bicicletaria arrumar umas coisas na Atena, conversar com o Tom da FreeCycle sobre uma adaptação pra minha cestinha e instalar a luz traseira (que, pela "não-altura" do meu canote, ela teve que ser instalada no bagageiro. rs...). Depois fui até o trabalho, no Alto de Pinheiros; à noite fui pra faculdade, no Senac da Scipião, na Lapa e depois voltei pra casa, na Bela Vista.
Finalmente, ao chegar na Paulista, comecei a pensar comigo mesma sobre o quão difícil é escolher uma bicicleta ideal. Estávamos em uma discussão dessas no trabalho: a diretora de arte lá da redação que comprar uma bicicleta, mas não quer gastar muito. O pessoal fica dividido: uns falam que não importa onde você compre a bicicleta, desde que ela tenha duas rodas e ande. Outros dizem que você tem que se sentir bem na bicicleta, porque se não, vai ficar completamente desestimulado e nunca mais vai querer andar, que dirá pensar nela como meio de transporte... Bem, eu fico com a segunda opinião.
Durante todo meu processo de escolher uma bicicleta, tive ajuda de muitas pessoas, experimentei diferentes bicicletas, consultei vários sites, visitei as mais diversas bicicletarias... Toda essa romaria para comprar a bicicleta certa. E comprei! Uma Avalon, modelo Breeze. "Bike conforto", 21 velocidades, componentes Shimano, suspensão dianteira, vermelha, com pára-lamas, bagageiro e porta-squeeze de série e uma promessa de adaptação de cestinha preta. Ou seja: perfeita pra mim, que queria uma bicicleta com um desempenho bom E que ainda fosse bonita, porque afinal, bicicleta feia não dá.
Comprei lá na FreeCycle, uma bicicletaria que fica na Rua Aimberê, número 91, em Perdizes. É um quarteirão antes de chegar na Sumaré (dica pra quem for iniciante ou pra quem não gostar de subidas: NUNCA volte pela própria Aimberê, pra onde quer que seja que estiver indo. Aquela rua transcende os conceitos de subida... Vale mais a pena pedalar um pouquinho na Sumaré e encontrar um lugar menos íngreme pra subir). O pessoal da FreeCycle é muito legal. A Jeanne me contou que gostou deles (ela foi comigo comprar a Atena), porque eles têm bastante material para ciclistas urbanos, coisa com que a maioria das bicicletarias não se importa... e, convenhamos, pra nós, que queremos andar na cidade, nada melhor como uma bicicletaria que entende isso.
Antes de ir na FreeCycle, visitei a SportStar (mas só para experimentar uns modelos) e a BikeTech. O atendimento da BikeTech, pelo menos comigo, foi muito bom. O cara me deu super atenção, não me subestimou pelo fato de eu ser uma menina (com 1,53, fato que muitas vezes me deixa sem credibilidade, quando eu fico com preguiça de me impor. rs...), e me explicou tudo certinho. Me deu dicas sobre como pedalar na cidade e tudo mais, mas lá não tinha Avalon e a única que eu gostei era uma Specialized Carmel Feminina de R$2.390,00 , ou seja: não. Na SportStar... Enfim. Atendimento padrão para uma menina de 1,53m...
Procurei na internet, então, o melhor preço de Avalon Breeze e encontrei a tal da FreeCycle. Fui até lá, experimentei a bicicleta e... entendi finlamente o conceito de amor à primeira vista! Afinal, não é sempre que eu encontro coisas boas, bonitas e por um valor que eu posso pagar, né!
Bom, fiquei com a Freecycle mesmo, porque além de várias coisinhas de graça (SIM! eu sou jabazeira! ahaha!), eles me deram uma atenção única! Não só no momento da compra, mas também ontem, quando fui fazer uns ajustes na Atena. Gostei bastante deles e vou fazer propaganda sim! Ah! (E eu nem vou comentar que a minha mãe, nesse mesmo dia, comprou uma Dahon ECO 2, pra ela, e que eles deram o El Bolso de graça...)
... e é isso pessoal. Foi assim que a Atena (minha linda e vermelha Avalon Breeze) chegou até mim. Agora, só pedalando pra entender o dilema da escolha da bike certa!
Desculpem o texto sem amarrações e um pouco incoerente, mas estou atrasada para o trabalho e para meu segundo dia de pedaladas urbanas em "dias e horários normais"...!
terça-feira, 8 de setembro de 2009
primeiras impressões de um "rolê" urbano de bike (sozinha)...
Sábado passado, do feriado, não fui viajar. Tive que acompanhar uma foto no estúdio da Dani Toviansky, na Vila Anastácio, um pouquinho depois da Lapa. A foto começaria às 9h e a gente deveria chegar lá, por volta de umas 8h, pra montar tudo.
Pensei: "vou de bicicleta, pra treinar esse tal 'código urbano'. Embora tenham poucos carros na rua, por conta do feriado, vai ser uma experiência legal", e lá fui eu com a Carlota (uma Caloi gentilmente emprestada pela Verônica Mambrini, enquanto eu não compro a minha própria bicicleta...) me aventurar pelas ruas de São Paulo.
Como não tive tempo de traçar um caminho tranquilo, fui, por instinto, pelo mesmo caminho que faço de carro. Imagino que, se fosse em um dia "comum", isso teria dado super errado. Enfim, era sábado do feriado, de manhã... A Avenida Paulista foi tranquila pra caramba! Ahhh, se todos os dias e todas as ruas fossem assim... Quase sem ônibus, carros desviando de mim, muito legal. Até que cheguei na Doutor Arnaldo... e aí começa minha aventura.
Comecei me arriscando pela rua, na faixa da direita. Tudo bem, os ônibus me viam, desviavam e tudo mais. Até que me deparei com uma fila de carro estacionados ali na frente das floriculturas, onde existe uma placa "máximo de 15 minutos com o pisca ligado", que parece inexistente... Tive que desviar pra esquerda. Fiz, então, como me ensinaram na Bicicletada: olhe, faça contato visual com o carro, dê seta com a mão avisando que vai entrar e entre, se perceber que ele vai diminuir a velocidade pra que isso aconteça. Só que eles não me explicaram (aliás, eu deveria saber!) que isso tudo tem que acontecer em cinco segundos!
...
FOOOOOOM!!! Tomei minha primeira buzinada. :-( Bom, tudo bem. Recuperei-me do susto e segui em frente, com todos os expectadores das bancas de flores olhando pra mim... Depois disso, subi e desci a Alfonso Bovero - e, infelizmente, descobri que o asfalto dela é péssimo! - e virei à direita na Cotoxó. Eu falei em "asfalto péssimo" aí em cima? É, acho que é porque eu ainda não cheguei na parte da Cotoxó. Gente! Alguém precisa avisar a prefeitura que aquele lugar é intransitável! Eu já havia reparado isso com o carro, mas nunca aquilo me fez tão mal! (a mim e à Carlota... Verônica, se alguma coisa aconteceu com ela, eu me responsabilizo).
Continuando... Depois do suplício da Cotoxó, segui até a Guaicurus, sem maiores problemas. Como eram 7h40 da manhã do sábado do feriado, estava tudo muito tranquilo. Daí até a Vila Anastácio, foi um pulo! ... ou melhor, uma pedalada.
Cheguei no estúdio, a foto rolou tranquilamente, guardamos tudo e... hora de voltar! Simples não? A não ser quando sua bunda dói, suas pernas tremem e sua mão sua só de pensar que tudo aquilo que era descida, agora virou subida! ... :-(
"Laura, se você quer ir em frente com essa coisa toda de trocar o carro pela bicicleta, então enfrenta tudo isso! Porque, depois desse suplício todo, o que vier vai ser fichinha!", pensei. Coloquei o capacete, enrolei minhas coisas num saco plástico (sim, porque estava ameaçando chover) e saí de lá, rumo à minha casa...
Uma hora e quarenta minutos depois, quando eu havia conseguido subir a Catão, a Aurélia e a Heitor Penteado IN-TEI-RAS e cheguei na Doutor Arnaldo, pensei: "CAR*****************LHO! CONSEGUI!" e pedalei freneticamente até em casa pela calçada (sim! pela calçada mesmo. Eu sei que não pode, mas eu já não conseguia raciocinar nem o que eu estava fazendo ali, depois de TANTAS subidas...!). E, para dar um fim triunfal a vocês, leitores, na hora de cruzar a Brigadeiro Luiz Antonio, para entrar no meu prédio, novamente, em cinco míseros segundos, segui todas as instruções dadas a mim na Bicicletada, para mudar de faixa e...
FOOOOOOOOOOOOOOOOM!!!!! de novo! Saco! O cara me viu, mas ficou me forçando! Ai, ai, ai, e pensar que, ha dois anos atrás eu era assim no volante... A gente vai aprendendo né.
Finalmente, cheguei em casa. Guardei a Carlota no bicicletário, subi pro apartamento e tomei banho... e aquela sensação de missão cumprida - e dores no corpo todo - colocou um sorriso em minha mente, que vai ser difícil de esquecer. :-)
Enfim, este foi um sábado de aprendizados, buzinadas e recriação de auto-confiança. Gostei muito da minha primeira aventura urbana não-motorizada. Penso que todo mundo, algum dia na vida, devia passar por isso. Ou pelo menos tentar, sabe...
... e é isso. Vou dormir, porque amanhã o dia vai ser longo.
ps.: agradecimentos especiais pra Jeanne Callegari, Verônica Mambrini e todo mundo que me apoiou/apóia pra tomar essa decisão! :-)
Pensei: "vou de bicicleta, pra treinar esse tal 'código urbano'. Embora tenham poucos carros na rua, por conta do feriado, vai ser uma experiência legal", e lá fui eu com a Carlota (uma Caloi gentilmente emprestada pela Verônica Mambrini, enquanto eu não compro a minha própria bicicleta...) me aventurar pelas ruas de São Paulo.
Como não tive tempo de traçar um caminho tranquilo, fui, por instinto, pelo mesmo caminho que faço de carro. Imagino que, se fosse em um dia "comum", isso teria dado super errado. Enfim, era sábado do feriado, de manhã... A Avenida Paulista foi tranquila pra caramba! Ahhh, se todos os dias e todas as ruas fossem assim... Quase sem ônibus, carros desviando de mim, muito legal. Até que cheguei na Doutor Arnaldo... e aí começa minha aventura.
Comecei me arriscando pela rua, na faixa da direita. Tudo bem, os ônibus me viam, desviavam e tudo mais. Até que me deparei com uma fila de carro estacionados ali na frente das floriculturas, onde existe uma placa "máximo de 15 minutos com o pisca ligado", que parece inexistente... Tive que desviar pra esquerda. Fiz, então, como me ensinaram na Bicicletada: olhe, faça contato visual com o carro, dê seta com a mão avisando que vai entrar e entre, se perceber que ele vai diminuir a velocidade pra que isso aconteça. Só que eles não me explicaram (aliás, eu deveria saber!) que isso tudo tem que acontecer em cinco segundos!
...
FOOOOOOM!!! Tomei minha primeira buzinada. :-( Bom, tudo bem. Recuperei-me do susto e segui em frente, com todos os expectadores das bancas de flores olhando pra mim... Depois disso, subi e desci a Alfonso Bovero - e, infelizmente, descobri que o asfalto dela é péssimo! - e virei à direita na Cotoxó. Eu falei em "asfalto péssimo" aí em cima? É, acho que é porque eu ainda não cheguei na parte da Cotoxó. Gente! Alguém precisa avisar a prefeitura que aquele lugar é intransitável! Eu já havia reparado isso com o carro, mas nunca aquilo me fez tão mal! (a mim e à Carlota... Verônica, se alguma coisa aconteceu com ela, eu me responsabilizo).
Continuando... Depois do suplício da Cotoxó, segui até a Guaicurus, sem maiores problemas. Como eram 7h40 da manhã do sábado do feriado, estava tudo muito tranquilo. Daí até a Vila Anastácio, foi um pulo! ... ou melhor, uma pedalada.
Cheguei no estúdio, a foto rolou tranquilamente, guardamos tudo e... hora de voltar! Simples não? A não ser quando sua bunda dói, suas pernas tremem e sua mão sua só de pensar que tudo aquilo que era descida, agora virou subida! ... :-(
"Laura, se você quer ir em frente com essa coisa toda de trocar o carro pela bicicleta, então enfrenta tudo isso! Porque, depois desse suplício todo, o que vier vai ser fichinha!", pensei. Coloquei o capacete, enrolei minhas coisas num saco plástico (sim, porque estava ameaçando chover) e saí de lá, rumo à minha casa...
Uma hora e quarenta minutos depois, quando eu havia conseguido subir a Catão, a Aurélia e a Heitor Penteado IN-TEI-RAS e cheguei na Doutor Arnaldo, pensei: "CAR*****************LHO! CONSEGUI!" e pedalei freneticamente até em casa pela calçada (sim! pela calçada mesmo. Eu sei que não pode, mas eu já não conseguia raciocinar nem o que eu estava fazendo ali, depois de TANTAS subidas...!). E, para dar um fim triunfal a vocês, leitores, na hora de cruzar a Brigadeiro Luiz Antonio, para entrar no meu prédio, novamente, em cinco míseros segundos, segui todas as instruções dadas a mim na Bicicletada, para mudar de faixa e...
FOOOOOOOOOOOOOOOOM!!!!! de novo! Saco! O cara me viu, mas ficou me forçando! Ai, ai, ai, e pensar que, ha dois anos atrás eu era assim no volante... A gente vai aprendendo né.
Finalmente, cheguei em casa. Guardei a Carlota no bicicletário, subi pro apartamento e tomei banho... e aquela sensação de missão cumprida - e dores no corpo todo - colocou um sorriso em minha mente, que vai ser difícil de esquecer. :-)
Enfim, este foi um sábado de aprendizados, buzinadas e recriação de auto-confiança. Gostei muito da minha primeira aventura urbana não-motorizada. Penso que todo mundo, algum dia na vida, devia passar por isso. Ou pelo menos tentar, sabe...
... e é isso. Vou dormir, porque amanhã o dia vai ser longo.
ps.: agradecimentos especiais pra Jeanne Callegari, Verônica Mambrini e todo mundo que me apoiou/apóia pra tomar essa decisão! :-)
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
... entrei na inércia. não gosto disso.
Tempos de bicicleta estão chegando!
(inclusive, essa é uma das poucas coisas que estão me fazendo feliz de uns tempos pra cá...)
Boa noite, vou dormir.
ps.: fiquem com uma foto do Zumbi de Cubatão, uma das melhores pessoas que já conheci.
foto: Laura Sobenes, em visita a Cubatão, hoje.
Tempos de bicicleta estão chegando!
(inclusive, essa é uma das poucas coisas que estão me fazendo feliz de uns tempos pra cá...)
Boa noite, vou dormir.
ps.: fiquem com uma foto do Zumbi de Cubatão, uma das melhores pessoas que já conheci.

sábado, 15 de agosto de 2009
dica do dia: Sigur rós ...
... para aqueles que acordam em um sábado de dia azul, de vento frio e de muita coisa pra pensar.
(bem-vindos à agosto!)
... para aqueles que acordam em um sábado de dia azul, de vento frio e de muita coisa pra pensar.
(bem-vindos à agosto!)
quinta-feira, 30 de julho de 2009
quinta-feira, 23 de julho de 2009
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Cara, é incrível como antigas amizades podem nos trazem memórias incríveis de pessoas que fomos e, por algum motivo, durante a vida, deixamos de ser. Frases, gestos, qualquer coisa pode nos trazer de volta a uma realidade que não enxergávamos há anos!
... esse fenômeno é lindo e eu devo agradecer à Anita Stefani por tê-lo feito acontecer. =)
Hoje estou feliz.
(ao som de Roads, Portishead, pra encerrar a noite com pizza, coca-cola e um novo/antigo jeito de ver o mundo por aí...)
... esse fenômeno é lindo e eu devo agradecer à Anita Stefani por tê-lo feito acontecer. =)
Hoje estou feliz.
(ao som de Roads, Portishead, pra encerrar a noite com pizza, coca-cola e um novo/antigo jeito de ver o mundo por aí...)
quarta-feira, 8 de julho de 2009
quinta-feira, 2 de julho de 2009
sexta-feira, 26 de junho de 2009
segunda-feira, 22 de junho de 2009
... e hoje percebi o quanto estou ficando velha, quando fui a um jantar de comemoração de mais um dos meus amigos de infância que se formou na faculdade. A gente não percebe certas coisas até a água bater na bunda. Hoje bateu, e tava bem fria.
(agora, dá licença, que eu tenho mais uma seção de psicanálise amanhã pra tentar me entender e depois, quem sabe, entender esse mundão véio sem porterrrra... fim.)
(agora, dá licença, que eu tenho mais uma seção de psicanálise amanhã pra tentar me entender e depois, quem sabe, entender esse mundão véio sem porterrrra... fim.)
sábado, 20 de junho de 2009
(do dia 08.05.2009)
Moleskine é legal,
é coisa de gente cult.
Odeio a Vila Madalena,
por favor, me sepulte.
(explicando, antes que mandem me matar: eu tenho um Moleskine e trabalho na Vila Madalena. Fiz essa riminha infantil em um dia de revolta de bar da Vila cheio de fim-de-semana. Postei, porque achei engraçadinha. Ponto, agora ninguém precisa me pré-julgar...
Explicações dadas, vou viver. Tchau.)
Moleskine é legal,
é coisa de gente cult.
Odeio a Vila Madalena,
por favor, me sepulte.
(explicando, antes que mandem me matar: eu tenho um Moleskine e trabalho na Vila Madalena. Fiz essa riminha infantil em um dia de revolta de bar da Vila cheio de fim-de-semana. Postei, porque achei engraçadinha. Ponto, agora ninguém precisa me pré-julgar...
Explicações dadas, vou viver. Tchau.)
quarta-feira, 17 de junho de 2009
quinta-feira, 4 de junho de 2009
sábado, 30 de maio de 2009
sexta-feira, 29 de maio de 2009
... do dia 15.05.2009
O céu aqui ta branco
de vontade de chover.
Minha alma tá vermelha
de momentos sem prazer.
Minha vida bem tem sido
essa bola efervecente
que só ferve quando a gente
põe mais fogo e faz doer.
Nunca mais eu vou falar
dessas coisas que me doem
nem de casos que corróem
minha mente, meu pensar.
... eu só vou falar do amor,
sentimento sem furor
que vem mesmo pra arrasar.
O céu aqui ta branco
de vontade de chover.
Minha alma tá vermelha
de momentos sem prazer.
Minha vida bem tem sido
essa bola efervecente
que só ferve quando a gente
põe mais fogo e faz doer.
Nunca mais eu vou falar
dessas coisas que me doem
nem de casos que corróem
minha mente, meu pensar.
... eu só vou falar do amor,
sentimento sem furor
que vem mesmo pra arrasar.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
sexta-feira, 15 de maio de 2009
quinta-feira, 14 de maio de 2009
quarta-feira, 13 de maio de 2009
sexta-feira, 8 de maio de 2009
quinta-feira, 7 de maio de 2009
terça-feira, 5 de maio de 2009
quinta-feira, 30 de abril de 2009
quinta-feira, 23 de abril de 2009
sábado, 18 de abril de 2009
terça-feira, 7 de abril de 2009
sentia eu que ia endoidar,
talvez numa manhã fria,
ou num pasto bem verdinho,
com graminha pra arar.
sentia eu que ia endoidar,
talvez rindo da vida adoidado,
ou vendo que não passam de coitados
aqueles que querem voar.
sentia eu que ia endoidar,
talvez indo e voltando pra esse sonho
de gente louca, doidos varridos,
que gostam de atazanar...
... sentia eu que ia endoidar.
endoidei.
talvez numa manhã fria,
ou num pasto bem verdinho,
com graminha pra arar.
sentia eu que ia endoidar,
talvez rindo da vida adoidado,
ou vendo que não passam de coitados
aqueles que querem voar.
sentia eu que ia endoidar,
talvez indo e voltando pra esse sonho
de gente louca, doidos varridos,
que gostam de atazanar...
... sentia eu que ia endoidar.
endoidei.
sexta-feira, 27 de março de 2009
quarta-feira, 25 de março de 2009
sobre imprevistos.
dilacerada, esmagada, esbaforida.
mal julgada, estilhaçada, desnutrida.
abafada, saturada, escorrida.
torturada, transtornada, bem falida.
robotizada, ressecada, dolorida.
recortada, desmanchada, esquecida.
desmiolada, acabada, não-florida.
... e eu nem tô na tpm.
mal julgada, estilhaçada, desnutrida.
abafada, saturada, escorrida.
torturada, transtornada, bem falida.
robotizada, ressecada, dolorida.
recortada, desmanchada, esquecida.
desmiolada, acabada, não-florida.
... e eu nem tô na tpm.
quinta-feira, 19 de março de 2009
homenagem às vidas que passam reto e às que fazem curva:
minha vida passa reto
tipo mina de vestido
quando o cara assobia
bem vulgar e bem direto.
minha vida passa reto
tipo linha do horizonte
quando o sol tá bem embaixo
e (nossa) lua, sempre avante.
minha vida passa reto
sempre reto, sempre reto.
exceto quando eu durmo,
porque sonho, sonho, sonho
dentro desse mundo incerto.
minha vida passa reto
tipo mina de vestido
quando o cara assobia
bem vulgar e bem direto.
minha vida passa reto
tipo linha do horizonte
quando o sol tá bem embaixo
e (nossa) lua, sempre avante.
minha vida passa reto
sempre reto, sempre reto.
exceto quando eu durmo,
porque sonho, sonho, sonho
dentro desse mundo incerto.
quarta-feira, 18 de março de 2009
sobre a menstruação
Menstruação, segundo a Wikipedia: "(...) é o fenômeno fisiológico do período fértil da mulher, que ocorre caso não se dê a fecundação do ovócito II, permitindo a eliminação periódica através da vagina, do endométrio uterino (ou mucosa uterina)".
...
Em outras (minhas) palavras: menstruação é um sintoma físico que bate cartão todo mês e tem como missão, lembrar diariamente que a mulher é atrelada à natureza e que não vai ser diferente. Existem medicamentos que fazem a mulher parar de menstruar e, dizem, que o processo é completamente reversível e que, quando esta mulher estiver (física, psicológica e financeiramente) preparada para ter um(a) filho(a), ela pode simplesmente parar com o tratamento e começar a ovular normalmente a partir daí. Ainda não se sabe que consequencias isso pode trazer no futuro... Mas, enfim.
Eu não gosto de menstruar. Penso em não ter filhos (ou, quem sabe, só um. Uma. Uma menina, mas só quando eu tiver completamente estabilizada psicologica e financeiramente). Tomo pílula para regular meu ciclo que, por natureza, é desregulado ao extremo, coisa de ficar quatro meses sem menstruar e depois passar nove dias menstruando, sem parar, com cólicas absurdas.
Eu não gosto de menstruar. Sinto muita cólica que não passa com a pílula, como a ginecologista disse que provavelmente aconteceria (com um olhar de descaso, incluisve, durante toda a consulta). E a TPM, então? Nossa, sou capaz de matar, de acabar com a moral das pessoas e de agredir muito pessoas que gostam de mim... Simplesmente porque falta serotonina no meu cérebro e ele fica louco sem ela. Existem remédios pra controlar isso, maaaaas... eu não gosto de remédio.
Eu também não gosto de menstruar... já disse isso? Não me lembro. Isso acontece, porque minha memória, assim como minha concentração também se altera quando estou menstruada, com cólicas, ou até antes disso, durante a TPM que, inclusive, tem início 15 dias antes do primeiro dia de sangramento. Ou seja: eu já estou na TPM, praticamente, desde o dia primeiro de março. Legal, né?
Eu não gosto de menstruar... nem um pouco. Fico nessa tensão desde o décimo quinto dia antes da dita cuja "descer", tenho dores no útero, tenho dores nos seios, tenho dores nas pernas e nas costas, desde a região da lombar até o pescoço. Não gosto nem um pouco de menstruar, porque isso afeta TODO meu cotidiano: meu trabalho, meu relacionamento, meus amigos, meu TCC e meu jeito de dirigir. Fico agressiva, impo(t)(n)ente, chorona, sensível, louca e tenho mudanças de humor absurdas...
... mas aí a natureza resolve ser boa e expelir logo todo esse sangue podre e óvulo morto não-fecundado que ficaram cozinhando dentro de mim, durante dias. E eu menstruo. E, finalmente, a dor passa; o humor estabiliza; a pele melhora; o cabelo brilha; o olho brilha; meu namorado brilha... A menstruação limpa tudo: sangue podre, alma podre.
Ah! Como eu gosto de menstruar! =)
sábado, 14 de março de 2009
terça-feira, 10 de março de 2009
sexta-feira, 6 de março de 2009
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
domingo, 22 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
sábado, 14 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
mini-declaraçãozinha de começo de fevereiro.
eu gosto tanto
do menino
dessa foto
aqui embaixo,
que me dá
grande alegria
ver que nele,
eu me encaixo.
(riminha infantil da noite.
estou gostando cada vez mais,
em rimas fortes de adulto
e em riminhas infantis).
do menino
dessa foto
aqui embaixo,
que me dá
grande alegria
ver que nele,
eu me encaixo.
(riminha infantil da noite.
estou gostando cada vez mais,
em rimas fortes de adulto
e em riminhas infantis).
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
sábado, 24 de janeiro de 2009
coisas para se fazer em seis meses:
- mudar a vida
- escrever metade de um tcc
- mudar de casa
- ler três livros
- se adaptar ao novo emprego
- esperar para a aposentadoria chegar
- trabalhar fora do país
- estudar fora do país
- trabalhar em uma exposição
- trocar de carro
- parcelar um iMac
- ganhar credibilidade no blog
- terminar um semestre de faculdade...
... perceber que o tempo, que antes a gente achava que destruia tudo, agora serve pra aprender.
Feliz seis meses...! =)
- escrever metade de um tcc
- mudar de casa
- ler três livros
- se adaptar ao novo emprego
- esperar para a aposentadoria chegar
- trabalhar fora do país
- estudar fora do país
- trabalhar em uma exposição
- trocar de carro
- parcelar um iMac
- ganhar credibilidade no blog
- terminar um semestre de faculdade...
... perceber que o tempo, que antes a gente achava que destruia tudo, agora serve pra aprender.
Feliz seis meses...! =)
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
hoje eu tô pra poesia...
poesia que mostra o céu,
que mostra a chuva, a ventania.
hoje eu tô pra poesia,
pra dizer pra todo mundo
que o que eu queria
era mesmo a alegria...
... e, que em momentos como estes,
de gente sem interesse, gente vazia,
é muito fácil fazer poesia.
E, em momento algum, eu me excluo desta carapuça, eu diria.
poesia que mostra o céu,
que mostra a chuva, a ventania.
hoje eu tô pra poesia,
pra dizer pra todo mundo
que o que eu queria
era mesmo a alegria...
... e, que em momentos como estes,
de gente sem interesse, gente vazia,
é muito fácil fazer poesia.
E, em momento algum, eu me excluo desta carapuça, eu diria.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
sobre a beleza
Pra começo de conversa:
"beleza: A beleza é uma experiência, um processo cognitivo ou mental, ou ainda, espiritual, relacionada à percepção de elementos que agradam de forma singular aquele que a experimenta. Suas formas são inúmeras, e a ciência ainda tenta dar uma explicação para o processo."
... aí hoje fiquei pensando sobre a beleza, durante mais um dia de trabalho, entre um e-mail e outro. Beleza... Tão cobiçada hoje e sempre. Essa beleza tão magra e elegante, tão seca e, ao mesmo tempo, cheia de rebolado. Não consigo conviver com a beleza. Não, não é que eu me ache linda e não consiga conviver com o monte de buquês de rosas que chegam em minha residência, não... eu não. A beleza com a qual eu não consigo conviver é a beleza da cobrança. Essa beleza que todos te enfiam no cérebro, que você tem por obrigação de alcançar, desde que nasce.
Você tem que ser um bebê fofo, um bebê com risadinhas fofas, olhinhos claros, puxados, amendoadinhos, uma gracinha. Bochechinha fofinha, rosinha, branquinha, molinha, tão gostosinha de apertar. Cabelinho clarinho, lisinho, encaracoladinho, ruivinho...
... essa beleza que é cobrada também depois que você vira criança. Hoje em dia existe até o Teen Fashion pra te provar que, além de uma criança "saudável" (pfuu, quem liga pra isso hoje em dia, não?) e "normal", você tem que ser uma criança bem vestida. Afinal, a moda também atingiu o universo infantil.
E, então, quando já temos cinco anos de saltos nas costas, aos 15 anos, aprendemos que nossos cabelos - que nasceram ondulados - ficam mais "belos" se forem lisos. E descobrimos a chapinha, a "escova japonesa", o secador, a vontade de arrancar e pegar pra você os cabelos lisos naturais daquela menina da sua sala... É, vem tudo junto, acreditem.
Depois disso, você passa seus próximos seis ou sete anos, tentando se auto-afirmar dentro de vários nichinhos bestas, alisando o cabelo, comprando maquiagem, pintando as unhas (ossos que não fazem o menor sentido de estarem onde estão, bizarros, que crescem infinitamente...), passando a roupa antes de sair de casa, comprando brincos...
... É. Depois você percebe que está virando "adulta", passando dos vinte e oito, entrando em crise. Pelo menos você tem um emprego bom e ainda é uma pessoa bonita e bem vestida. Mas... teu namorado te trocou por uma de dezenove. E você pensa em todos aqueles caras que você fez terminar com as namoradas, quando você tinha dezenove. Parabéns, você está recebendo o que as pessoas chamam de "troco da vida". De que adianta ser bela agora?
Eu não vou passar daí. Ainda tenho vinte e um anos e não sei o que é "ser adulta". Estou na fase da auto-afirmação em um grupo, da pintura de ossos bizarros e dos lencinhos no pescoço. Pra que? "Felicidade", "alegria", "auto-aceitação" talvez...? É... difícil quando se trata de beleza. Quando se trata do medo da outra ser mais "bela" que você... mais magra, ter o cabelo mais bonito...
E o cérebro? Bem... este ainda está lá dentro da cabeça, não é mesmo? Em um lugar que ninguém vê. Só esperando a oportunidade pra começar a bombar na tua cabeça que você não foi uma mulher feliz, porque só se preocupou com aquele monte de pelos que o cobriam, do lado externo de sua casca. Eu ainda estou esperando este momento chegar e fazendo de tudo pra mudar o rumo das coisas.
Hoje percebi que a beleza é alguma coisa que a gente não consegue fazer um manual de como ter ou não ter, de onde comprar, de onde mudar a cor... A beleza vem e vai embora de acordo com o seu cérebro, aquele monte de massa horrorosa que fica do lado de dentro daquele monte de pelo que teimamos em alisar todo dia...
"beleza: A beleza é uma experiência, um processo cognitivo ou mental, ou ainda, espiritual, relacionada à percepção de elementos que agradam de forma singular aquele que a experimenta. Suas formas são inúmeras, e a ciência ainda tenta dar uma explicação para o processo."
... aí hoje fiquei pensando sobre a beleza, durante mais um dia de trabalho, entre um e-mail e outro. Beleza... Tão cobiçada hoje e sempre. Essa beleza tão magra e elegante, tão seca e, ao mesmo tempo, cheia de rebolado. Não consigo conviver com a beleza. Não, não é que eu me ache linda e não consiga conviver com o monte de buquês de rosas que chegam em minha residência, não... eu não. A beleza com a qual eu não consigo conviver é a beleza da cobrança. Essa beleza que todos te enfiam no cérebro, que você tem por obrigação de alcançar, desde que nasce.
Você tem que ser um bebê fofo, um bebê com risadinhas fofas, olhinhos claros, puxados, amendoadinhos, uma gracinha. Bochechinha fofinha, rosinha, branquinha, molinha, tão gostosinha de apertar. Cabelinho clarinho, lisinho, encaracoladinho, ruivinho...
... essa beleza que é cobrada também depois que você vira criança. Hoje em dia existe até o Teen Fashion pra te provar que, além de uma criança "saudável" (pfuu, quem liga pra isso hoje em dia, não?) e "normal", você tem que ser uma criança bem vestida. Afinal, a moda também atingiu o universo infantil.
E, então, quando já temos cinco anos de saltos nas costas, aos 15 anos, aprendemos que nossos cabelos - que nasceram ondulados - ficam mais "belos" se forem lisos. E descobrimos a chapinha, a "escova japonesa", o secador, a vontade de arrancar e pegar pra você os cabelos lisos naturais daquela menina da sua sala... É, vem tudo junto, acreditem.
Depois disso, você passa seus próximos seis ou sete anos, tentando se auto-afirmar dentro de vários nichinhos bestas, alisando o cabelo, comprando maquiagem, pintando as unhas (ossos que não fazem o menor sentido de estarem onde estão, bizarros, que crescem infinitamente...), passando a roupa antes de sair de casa, comprando brincos...
... É. Depois você percebe que está virando "adulta", passando dos vinte e oito, entrando em crise. Pelo menos você tem um emprego bom e ainda é uma pessoa bonita e bem vestida. Mas... teu namorado te trocou por uma de dezenove. E você pensa em todos aqueles caras que você fez terminar com as namoradas, quando você tinha dezenove. Parabéns, você está recebendo o que as pessoas chamam de "troco da vida". De que adianta ser bela agora?
Eu não vou passar daí. Ainda tenho vinte e um anos e não sei o que é "ser adulta". Estou na fase da auto-afirmação em um grupo, da pintura de ossos bizarros e dos lencinhos no pescoço. Pra que? "Felicidade", "alegria", "auto-aceitação" talvez...? É... difícil quando se trata de beleza. Quando se trata do medo da outra ser mais "bela" que você... mais magra, ter o cabelo mais bonito...
E o cérebro? Bem... este ainda está lá dentro da cabeça, não é mesmo? Em um lugar que ninguém vê. Só esperando a oportunidade pra começar a bombar na tua cabeça que você não foi uma mulher feliz, porque só se preocupou com aquele monte de pelos que o cobriam, do lado externo de sua casca. Eu ainda estou esperando este momento chegar e fazendo de tudo pra mudar o rumo das coisas.
Hoje percebi que a beleza é alguma coisa que a gente não consegue fazer um manual de como ter ou não ter, de onde comprar, de onde mudar a cor... A beleza vem e vai embora de acordo com o seu cérebro, aquele monte de massa horrorosa que fica do lado de dentro daquele monte de pelo que teimamos em alisar todo dia...
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
... e se te dissessem que você vai morrer hoje? O que você escolheria pra fazer por último?
Tem gente que diz que ia querer ver a pessoa amada; outros correriam pelados pela rua. Há quem diga que não ia querer fazer nada... só contemplar o momento da morte, assim, na paz.
Pois eu digo que abraçaria meu namorado. É, pois é. Bem piegas assim mesmo. De um jeito que eu nunca imaginei ser, mas agora é.
Feliz do Tom, do Vinícius, da Hilda... que amaram clara e intensamente, sem pudor. Tolos aqueles que negam esse bem estar que poucos conseguem sentir de um jeito pleno e constante...
... hoje eu consigo. =)
Tem gente que diz que ia querer ver a pessoa amada; outros correriam pelados pela rua. Há quem diga que não ia querer fazer nada... só contemplar o momento da morte, assim, na paz.
Pois eu digo que abraçaria meu namorado. É, pois é. Bem piegas assim mesmo. De um jeito que eu nunca imaginei ser, mas agora é.
Feliz do Tom, do Vinícius, da Hilda... que amaram clara e intensamente, sem pudor. Tolos aqueles que negam esse bem estar que poucos conseguem sentir de um jeito pleno e constante...
... hoje eu consigo. =)
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